Gostas de olhar para o céu e as estrelas, contemplar o mar e descansar a vista sobre vales e planícies. Delicias-te a olhar para as crianças a brincar ou até para as figuras públicas que admiras. É-te fácil, prazeroso, relaxante e inspirador este olhar.
E olhar para o teu parceiro, profunda e demoradamente? Sem serem proferidas palavras, sem exigências ou necessidade de atitudes específicas. Somente a disponibilidade para olhar e ser olhada, olho no olho, coração com coração. Esta é uma via directa para mergulhar em níveis profundos de intimidade e, por isso, poderá incomodar e amedrontar, ao fazer sair das zonas de conforto.
Sugestão de prática:
Olha um pouco, frente a frente, descontraída mas com atenção plena a ti, ao outro e ao momento. Se sentires necessidade de desviar o olhar, procura dentro de ti o que te incomodou, que memória aflorou, que sentimento despontou, respira profundamente e volta a tentar.
Se te sentes mais à vontade, atenta à respiração do parceiro, continuando a olhar profundamente, e começa a respirar sincronicamente com a sua respiração, se te for confortável. É natural que ele também se ajuste, inconscientemente, ao teu padrão de respiração também. Permite-te mergulhar mais fundo no olhar dele e no teu corpo.
O nível de intimidade que esta prática traz é profundo, límpido, verdadeiro, proporcionando laços de amor ainda mais próximos, compreensão e empatia, bem-estar e preenchimento e até excitação e renovado desejo!
O Mel da Deusa – Sexualidade sagrada para mulheres

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